Policial é suspeito de fingir interesse em compra de carro para ameaçar de morte e roubar dono do veículo, em Goiânia

Por Vanessa Martins, G1 GO

Delegacia de Jataí, onde agente estava lotado — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Delegacia de Jataí, onde agente estava lotado — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A juíza Placidina Pires determinou o afastamento de um agente da Polícia Civil que é suspeito de se passar por cliente interessado em comprar um carro para roubar o veículo, em Goiânia. Ele estava lotado no plantão do Distrito Policial de Jataí, no sudoeste de Goiás. De acordo com a decisão, ele não pode exercer nem mesmo serviço administrativo por tempo indeterminado.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que a investigação que levou ao afastamento do agente foi feita pela corregedoria da corporação. Também segundo o texto, “a decisão foi cumprida e o policial civil se encontra afastado de suas funções”.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) informou que o agente ainda não apresentou defesa formal.

Roubo

A decisão detalha que o policial mostrou interesse em comprar um VW Jetta de um anúncio feito pela internet, se apresentou com o nome falso “Pedro” e combinou com o homem que queria vender o veículo de se encontrarem para negociar.

O documento detalha que, na data da negociação, 8 de janeiro de 2018, o policial encontrou a vítima e, ao sair com ela para um “test drive”, virou em uma rua deserta e, segurando sua arma de serviço, disse que iria ficar com o carro, o celular e R$ 30 que ela tinha na carteira. O texto diz ainda que o policial ameaçou de morte o dono do carro caso contasse do roubo.

Na decisão, a juíza relata que a vítima, ao recuperar o número do celular que havia sido roubado por “Pedro”, descobriu que ele estava sendo usado pelo policial. Desta forma, a vítima fez a denúncia, que vem sendo investigada pela Corregedoria.

Ainda de acordo com a decisão de Placidina, o policial contou com ajuda de um comparsa durante toda a ação.

Também conforme o documento, o carro foi recuperado, mas a vítima não conseguiu apresentar os documentos comprovando ser o dono dele. Assim, o veículo será usado pela Polícia Civil temporariamente.

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