Pastor é condenado a 21 anos de prisão por matar pastora a facadas em Aragoiânia

A sentença diz que o júri considerou que Alexandre de Souza e Silva cometeu os crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. No julgamento em Guapó, pastor disse que agiu em legítima defesa.

Pastor Alexandre de Souza e Silva é julgado por morte de pastora, em Aragoiânia, Goiás — Foto: Sílvio Túlio/G1

Pastor Alexandre de Souza e Silva é julgado por morte de pastora, em Aragoiânia, Goiás — Foto: Sílvio Túlio/G1

O pastor Alexandre de Souza e Silva, de 48 anos, foi condenado na tarde desta sexta-feira (17) a 21 anos de prisão e 30 dias de multa pelo assassinato da também pastora Ailsa Regina Navarro Gonzaga, de 40. O júri popular aconteceu no Fórum de Guapó, Região Metropolitana de Goiânia.
A sentença diz que o júri considerou que Alexandre cometeu os crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. O caso aconteceu em novembro de 2017. Durante o julgamento o próprio réu falou que agiu por legítima defesa, versão não aceita pelo júri.

À TV Anhanguera, a defesa do pastor disse que vai recorrer da decisão.

O Ministério Público afirma que o réu cometeu o assassinato por não aceitar o desejo da mulher em romper um relacionamento amoroso entre eles. Segundo a denúncia, a vítima foi esfaqueada em uma mata de Aragoiânia.

A irmã da pastora Ailsa Regina, Débora Cristina Ferreira Gonzaga, comentou a decisão.

“Vejo como o começo da Justiça sendo feita. Porque para mim, ela será feita quando chegar ao final dos 21 anos. Por enquanto ainda é só um juízo. Por hora tivemos uma resposta satisfatória”, afirmou Débora.

Ailsa Regina Gonzaga, de 40 anos, desapareceu em Goiânia — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

O julgamento foi presidido pela juíza Rita de Cássia Rocha Costa da Comarca de Guapó. “As consequências do crime se estendem além do que prevê o tipo penal, vez que os filhos da vítima, conforme relatado, sofreram grandes danos, inclusive, de saúde”, diz a juíza.

Ailsa Regina Gonzaga, de 40 anos, desapareceu em Goiânia — Foto: TV Anhanguera/Reprodução

Quanto à ocultação de cadáver, a juíza ressaltou ainda que “os antecedentes de Alexandre não lhe são favoráveis, vez que o acusado possui diversas condenações”,

“O motivo do crime (ocultação de cadáver), é condenável, pois ocorreu para acobertar crime mais grave”, relatou Rita de Cássia Rocha.

Ainda durante o júri, o condenado, inicialmente, disse que ficaria em silêncio, mas depois começou a responde às perguntas de maneira monossilábica. Ele confirmou que já foi condenado por latrocínio e negou ter qualquer tipo de relacionamento amoroso com a vítima.

O pastor já estava preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia desde a época do assassinato. Ele cumprirá a condenação em regime fechado, segundo consta na sentença.

Por Rodrigo Gonçalves, G1 GO

17/05/2019 18h14 Atualizado há 11 horas