DF tem a segunda maior diferença salarial entre homens e mulheres do país, diz IBGE

Por G1 DF

Mulher busca oportunidade de emprego — Foto: Reprodução / EPTV

Brasília, capital do país, é uma das unidades da federação mais desiguais entre homens e mulheres quando se trata de remuneração. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, em 2018, as mulheres ganharam 27% a menos que os homens. Enquanto o salário médio delas foi de R$ 3.204, o deles ficou em R$ R$ 4.392. Ou seja, a remuneração dos homens foi 1,4 vezes maior que a das mulheres.

É a segunda maior diferença do país, atrás apenas do Mato Grosso, onde elas ganham 29% a menos que eles. Apenas em dois estados do Brasil – Roraima e Amapá – ocorre o oposto e o sexo feminino ganha mais que o masculino.

da mulher na sociedade como um todo.

“Aqui no DF não é só a questão do salário, mas também da violência. O fato de não ter políticas públicas que mudem essa mentalidade tende a isso. Por mais que se fale, as políticas ficam só na teoria.”

Ainda de acordo com a professora, a solução para o problema passa pela mudança de consciência geral sobre o tema.

“Mudar essa realidade exige uma mudança na mentalidade da sociedade como um todo. Isso ocorre muito lentamente e, atualmente, eu não consigo ver muito desejo de mudança”, afirma.

Políticas públicas

Palácio do Buriti — Foto: Nicole Angel/ G1 DF

Palácio do Buriti — Foto: Nicole Angel/ G1 DF

pasta cita como importante. O G1 questionou à secretaria quais políticas públicas estão sendo efetivamente tomadas para minimizar o problema. Até a publicação desta reportagem, no entanto, não havia recebido resposta.

Igualdade salarial aumentaria PIB

Uma pesquisa divulgada pelo Banco Mundial no ano passado aponta que a igualdade salarial entre homens e mulheres causaria um crescimento de 3,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Isso porque, com salários mais altos, as mulheres ficariam alocadas por mais tempo em empregos nos quais são produtivas, o que traria impacto positivo para a economia do país.

Segundo o estudo, no entanto, mesmo com avanços ocorridos nos últimos anos, “ainda há leis que impedem a plena participação econômica das mulheres”.

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