Vítima de massacre, Marilena é velada em igreja de Suzano e será enterrada nesta sexta

Por G1 Mogi das Cruzes e Suzano

Marilena Ferreira Umezu era catequista e seu corpo foi levado para a Igreja São Sebastião, em Suzano — Foto: Natan Lira/TV Diário

Marilena Ferreira Umezu era catequista e seu corpo foi levado para a Igreja São Sebastião, em Suzano — Foto: Natan Lira/TV Diário

O corpo de Marilena Ferreira Umezu, coordenadora pedagógica e vítima do massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, será enterrado nesta sexta. O enterro foi adiado, pois a família esperava a chegada de um filho da vítima, que estava na China. A previsão é que o corpo seja enterrado às 10 horas da manhã no Cemitério São Sebastião.

O filho chegou na igreja onde o corpo é velado em Suzano por volta das 7h40.

De acordo com a polícia, a coordenadora da escola foi a primeira pessoa a ser baleada. Marilena era uma defensora dos “livros como melhor arma para salvar o cidadão”. Os dois autores do massacre, um rapaz de 17 anos e outro de 25, eram ex-alunos da escola. A professora sorriu ao revê-los cruzando o portão de entrada do colégio onde trabalhava há mais de 10 anos. Mas eles responderam com tiros.

Marilena Umezu foi uma das vítimas do massacre na Escola Estadual de Suzano — Foto: Reprodução Facebook. Marilena Umezu foi uma das vítimas do massacre na Escola Estadual de Suzano — Foto: Reprodução Facebook.

Marilena Umezu foi uma das vítimas do massacre na Escola Estadual de Suzano — Foto: Reprodução Facebook.

Assim como outras cinco vítimas, o velório de Marilena começou na Arena Suzano, por onde passaram 15 mil pessoas ao longo da quinta-feira (13) e foi transferido para a Igreja São Sebastião. Todas as outras vítimas foram enterradas ainda na quinta.

Segundo Camile Rocha, Marilena usava a experiência de vida para ouvir e aconselhar os jovens.

“Ela tratava todos nós alunos como se fosse mãe, como se fosse a mãe da gente. Educada, carinhosa, se tivesse qualquer tipo de problema podia conversar com ela. Elas eram incríveis mulheres maravilhosas e hoje são estrelinhas que vão brilhar no céu”, disse.

Corpos dos adolescentes assassinados são levados do velório, na Arena Suzano, para enterro — Foto: Roberto Casimiro/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo Corpos dos adolescentes assassinados são levados do velório, na Arena Suzano, para enterro — Foto: Roberto Casimiro/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo

Corpos dos adolescentes assassinados são levados do velório, na Arena Suzano, para enterro — Foto: Roberto Casimiro/ Fotoarena/ Estadão Conteúdo

Enterros

Sete vítimas dos massacres foram enterradas na quinta-feira (13), cinco delas no Cemitério São Sebastião: os estudantes Samuel Melquiades de Oliveira Silva, de 16 anos; Kaio Lucas da Costa Limeira, de 15 anos; Caio Oliveira, também de 15; Cleiton Antônio Ribeiro, de 17 anos, e a inspetora Eliana Regina de Oliveira Xavier, de 38 anos.

Outras duas foram enterradas no Cemitério Colina dos Ipês: Jorge Antônio de Moraes, tio de um dos assassinos, e Douglas Murilo Celestino, de 16 anos.

Os assassinos foram enterrados no mesmo horário, também em Suzano, mas em cemitérios diferentes. Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, no Cemitério São Sebastião, e Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, no Cemitério São João Batista.