PSDB aguarda nesta terça resposta sobre renúncia de Aécio à presidência do partido

Presidente interino do partido, Tasso Jereissati, e senadores pediram a Aécio na última semana que renuncie à presidência. Saída do senador divide o partido, que terá eleições internas em dezembro

Aumenta pressão para que Aécio deixe a presidência do PSDB

Aumenta pressão para que Aécio deixe a presidência do PSDB

Divergência

Dentro da legenda, não há consenso sobre a permanência do senador mineiro no cargo. Um grupo defende que Aécio deve renunciar e dar espaço para que Tasso fique à frente em definitivo. Outra ala, no entanto, diz que as eleições estão muito próximas e que uma renúncia iria “expor” e “enfraquecer” a legenda.

A convenção partidária que elegerá os novos integrantes dos diretórios nacionais e estaduais do PSDB está marcada para dezembro.

Líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP) assume que o partido está dividido, mas afirma que a maioria quer que Tasso se torne o presidente definitivo.

“Ele [Aécio] é o presidente. E o interino é o Tasso Jereissati, que está indo muito bem. O que a maioria quer, na verdade, é que o presidente Tasso assuma em definitivo. Agora, para que isso ocorra, depende de que o Aécio renuncie”, declarou.

O deputado tucano Daniel Coelho (PE) é um dos que pedem a renúncia de Aécio à presidência do partido. Segundo ele, com o denúncia no STF, Aécio deveria se afastar em definitivo para se concentrar na defesa.

“Você acaba misturando os projetos partidários com a sua defesa. Se [Aécio] conseguisse antecipar esse processo, passar a presidência com tranquilidade para alguém que coloque as posições partidárias acima de posições individuais, seria o ideal”, defendeu.

Uma das vice-presidentes do PSDB, deputada Mariana Carvalho (RO), acredita que a principal saída seria esperar as eleições internas do PSDB, já que nem a executiva foi convocada para decidir sobre Aécio renunciar a presidência.

“O Tasso foi escolhido pelo próprio Aécio, sem consulta à executiva. Eles deveriam resolver novamente de uma forma que não exponha o partido e enfraqueça, como eles estão fazendo”, disse.

O segundo-secretário do PSDB, deputado Nilson Leitão (MT) também classifica como “desnecessário” o pedido de renúncia às vésperas do congresso partidário.

“Não tem porque essa reação. O Tasso presidiria até dezembro, viria um novo presidente eleito. Para que essa celeuma toda? Interessa a quem essa guerra? Jogar isso para fora da casa? Se o Aécio desagrada uma parte e o Tasso desagrada outra, deve haver um terceiro nome que una todos”, afirmou.

Para o deputado Giuseppe Vecci (GO), outro vice-presidente da legenda, o ideal é “serenar” a crise interna. “O Aécio está licenciado e, no meu entender, o PSDB deve aguardar o processo eleitoral fazer a mudança definitiva. Uma mudança para durar 30 dias não faz sentido. Com quem eu tenho conversado, tem colocado isso. Nós temos que serenar este momento e aguardar”, afirmou.

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