Participam da operação aproximadamente 1 mil homens da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança, Forças Armadas e Disque-Denúncia. A Secretaria de Segurança (Seseg) informa que as equipes das Forças Armadas estão responsáveis pelo cerco em algumas dessas regiões e baseadas em pontos estratégicos para garantir a ordem entorno das comunidades. Algumas ruas estão interditadas, e os espaços aéreos estão controlados com restrições dinâmicas para aeronaves civis. Não há interferência nas operações dos aeroportos. Na Favela do Jacarezinho, em dez dias sete pessoas morreram em trocas de tiros entre policiais e criminosos. Desde que o policial civil Bruno Guimarães Buhler, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), foi morto durante uma operação, os tiroteios são constantes na comunidade. Segundo a polícia, os alvos da operação são os seguintes traficantes: Jacarezinho Adriano de Souza Ramos, vulgo “Pierre”. Paulo Henrique Godinho dos Santos, vulgo “PH”. Mangueira Eduardo da Silva Barbosa, vulgo “Bamba”. Jean Carlos Ramos Tomaz, vulgo “Beni”. Reinaldo Santos de Sena, vulgo “Dedé”. Manguinhos, Mandela e Arará Bruno Ricardo Correa da Silva, vulgo “Lambão”. Jefferson de Menezes Ferreira, vulgo “Jefinho”. Willian Souza Guedes, vulgo “Chacota”. André Luiz Cabral dos Santos, vulgo “Lacraia”. Luiz Augusto Oliveira de Farias, vulgo “Índio do Mandela”. ALEMÃO Gláucio Cardoso dos Santos, vulgo “Glaucinho do Engenho”. Sebastião Teixeira dos santos, vulgo “Juninho 51”. Luciano Martiniano da Silva, vulgo “Pezão”. Alexandre Gonçalves dos Santos, vulgo “Pardal”. Além de ligar para o telefone (21) 2253-1177 ou escrever para o WhatsApp do Portal dos Procurados, número (21) 98849-6099, a população pode enviar informações por meio do aplicativo “Disque Denúncia RJ”, disponível para celulares com Android e IOS, pelo qual é possível enviar fotos e vídeos com a garantia do anonimato. Cartaz do Disque-Denúncia com os procurados na operação desta segunda-feira em sete comunidades da Zona Norte (Foto: Divulgação/ Disque-Denúncia) Cartaz do Disque-Denúncia com os procurados na operação desta segunda-feira em sete comunidades da Zona Norte (Foto: Divulgação/ Disque-Denúncia) Cartaz do Disque-Denúncia com os procurados na operação desta segunda-feira em sete comunidades da Zona Norte (Foto: Divulgação/ Disque-Denúncia) 158 comentários

Projeto, pautado para esta terça (22), foi aprovado em uma comissão especial e, para seguir para o Senado, precisará do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados.

Por Bernardo Caram, Fernanda Calgaro e Gustavo Garcia, G1, Brasília

Câmara tenta votar reforma política com fundo eleitoral nesta semana

Câmara tenta votar reforma política com fundo eleitoral nesta semana

A Câmara dos Deputados tentará votar nesta semana a proposta de reforma política que estabelece alterações no sistema eleitoral e cria um fundo com recursos públicos para bancar as campanhas dos candidatos. A sessão para votar o projeto, em primeiro turno, está marcada para esta terça-feira (22).

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) prevê o “distritão” para 2018 e 2020. Nesse modelo, cada estado ou município vira um distrito eleitoral e são eleitos os candidatos mais votados. Não são levados em conta os votos para o partido ou a coligação.

Pela proposta, será adotado o “distrital misto” a partir de 2022, uma mistura do sistema proporcional e do majoritário. Assim, o eleitor votará duas vezes: uma no candidato do distrito e outra na lista do partido. Metade das vagas irá para os candidatos eleitos por maioria simples. A outra metade, conforme o quociente eleitoral pelos candidatos da lista.

4 pontos para entender a reforma política

4 pontos para entender a reforma política

O formato gerou divergências entre os partidos e há sugestões de mudanças no texto que podem ser votadas em plenário. Na sexta (18), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que colocará a reforma política em votação mesmo sem consenso.

Sobre o fundo eleitoral, o projeto previa um repasse para as campanhas de 0,5% da receita bruta do governo em 12 meses, o que corresponderia a R$ 3,6 bilhões em 2018. Entretanto, ganhou força nos últimos dias o entendimento para retirar o montante do texto e deixar que o Congresso defina os valores do fundo no ano anterior a cada eleição.

Para ser aprovado, a proposta precisa do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados, em duas votações. Se aprovada pela Câmara, a reforma seguirá para o Senado.

Comissões

Além do plenário, duas comissões da Câmara podem votar relatórios sobre a reforma política. Em um dos colegiados, os deputados discutem uma proposta que acaba com as coligações nas eleições proporcionais e cria uma cláusula de desempenho, o que pode reduzir o número de partidos.

Na outra comissão, pode ser votado um texto que, entre outros pontos, regulamenta a distribuição dos recursos do fundo eleitoral entre os partidos e os candidatos.

Congresso

Para esta terça (22), também está prevista uma sessão conjunta do Congresso, formada por deputados e senadores, para analisar vetos presidenciais e projetos relacionados ao Orçamento.

Senado

Apesar de acompanharem os debates sobre a reforma política, os senadores não devem analisar nesta semana propostas sobre o tema. A ideia dos principais partidos da Casa é aguardar a Câmara concluir a votação para analisar as medidas mais adiante.

Essa postura, defendida pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tem sido criticada por alguns parlamentares. O líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), por exemplo, queixou-se na semana passada do que chamou de “desconexão” do Senado com o tema.

As regras para próximas eleições precisam ser aprovadas até a primeira semana de outubro deste ano para poderem valer já em 2018. O prazo, portanto, é curto e o Congresso corre contra o tempo.

Enquanto isso, há na pauta do Senado propostas sobre outras áreas. É o caso do projeto que tem o objetivo de facilitar e agilizar a renegociação de dívidas rurais.

Outro projeto em análise é o que permite que a certidão de nascimento indique como naturalidade do recém-nascido o município de residência da mãe em vez da cidade onde parto aconteceu.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pode ser votado um parecer favorável ao projeto de lei que obriga o preso a pagar o custo da própria tornozeleira, que, em média, é de R$ 301,25 por mês.

Conselho de Ética

O Conselho de Ética do Senado tem reunião marcada para esta terça (22) para sortear o relator da denúncia contra Lindbergh Farias (RJ), líder do PT.

A denúncia foi apresentada por José Medeiros (PSD-MT) e pede que o conselho apure se o petista desrespeitou o Código de Ética ao discutir com integrantes do colegiado durante sessão.

Por se tratar de uma denúncia e não de uma representação, Lindbergh não pode ter o mandato cassado. Como punição, Lindbergh pode receber uma advertência ou uma censura (verbal ou escrita).