ONU avalia resolução que rejeita decisão dos EUA sobre Jerusalém

Há 10 dias Trump anunciou reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

Por France Presse

Reunião do Conselho de Segurança da ONU, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Richard Drew) Reunião do Conselho de Segurança da ONU, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Richard Drew)

Reunião do Conselho de Segurança da ONU, em imagem de arquivo (Foto: AP Photo/Richard Drew)

O Conselho de Segurança da ONU avalia um projeto de resolução que busca rejeitar a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

O texto, a que a agência France Presse teve acesso neste sábado (16), pede, principalmente, que qualquer decisão unilateral sobre o status de Jerusalém não tenha efeito e seja revogada. O projeto, proposto pelo Egito, poderia ser votado na próxima segunda-feira, segundo diplomatas ouvidos pela agência.

Há 10 dias, Trump anunciou o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e ordenou transferência de embaixada americana de Tel Aviv para lá. Em uma reunião do Conselho de Segurança no dia 8 de dezembro, os EUA foram alvos de críticas por conta da decisão.

O anúncio é considerado polêmico, uma vez que Israel, que tomou o controle da parte oriental da cidade durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, considera a Cidade Santa como sua capital indivisível, enquanto os palestinos desejam que Jerusalém Oriental seja a capital do Estado ao qual aspiram.

A comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo e mantém suas embaixadas em Tel Aviv. Entenda.

Os palestinos – e o mundo árabe e muçulmano em geral – ficaram indignados com o anúncio de Trump, que reverteu décadas de política externa dos EUA sobre Jerusalém. Os aliados europeus de Washington e a Rússia também manifestaram preocupações com a decisão de Trump.

Os militantes do Hamas, que comandam Gaza e rejeitam a convivência com Israel, convocaram na semana passada uma nova intifada palestina, mas essa mobilização em massa ainda não foi vista na Cisjordânia ou em Jerusalém Oriental.

No total, 8 palestinos foram mortos em confrontos na região.