MP-GO denuncia 26 pessoas por envolvimento em fraude em concurso para delegado em Goiás

Entre os citados pelo órgão estão servidor público e político. Mencionados podem responder por organização criminosa e corrupção.

Ex-funcionário do Cespe é filmado fraudando concurso para delegado em Goiás, diz polícia

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Outro citado pelo MP-GO é o prefeito de Urutaí, Ailton Martins de Oliveira (PR). Segundo a denúncia, ele participou de negociações para aprovação da esposa no concurso.

O G1 entrou em contato, por e-mail, com a Prefeitura de Urutaí na noite desta sexta-feira e aguarda posicionamento da administração.

Concurso

A Secretaria de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan) divulgou o edital do concurso para delegado substituto em novembro de 2016. O processo oferecia 36 vagas com salário de R$ 15.250,02.

O processo seletivo, cujas provas ocorreram no dia 12 de março deste ano, foi suspenso pela Justiça após a constatação de fraudes pela Polícia Civil.

No último dia 31 de outubro, o Governo de Goiás autorizou a realização para novo certame com 100 vagas para delegado, além de 550 para agentes e escrivães.

Polícia faz operação contra fraude em concurso para delegado em Goiás (Foto: Sílvio Túlio/G1) Polícia faz operação contra fraude em concurso para delegado em Goiás (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Polícia faz operação contra fraude em concurso para delegado em Goiás (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Investigação

As irregularidades no certame começaram a ser apuradas pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) no início de março deste ano. No dia 12 do mesmo mês, cinco pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nas fraudes. Segundo a Polícia Civil, o grupo cobrava de R$ 120 mil a R$ 365 mil por vaga. A organização também era suspeita de praticar irregularidades em processos seletivos de outros estados.

Logo depois, no dia 15 de março deste ano, a Policia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório de um médico suspeito de envolvimento em fraude de concurso para delegado. O delegado Rômulo Figueiredo Matos, responsável pela investigação, havia dito que o médico conseguia atrair pessoas de seu convívio pessoal e profissional oferecendo cargos públicos mesmo que estes não apresentassem todos os requisitos necessários.

Na ocasião, a defesa do médico informou ao G1 que não iria se posicionar a respeito das buscas.