Gaeco denuncia vereador de Ipatinga por estelionato e falsificação de documentos

Esta é a segunda vez que Rogério Antônio é alvo das investigações; em 2014, quando era assessor parlamentar, ele foi citado em esquema de falsificação de certificado de veículo.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apresentou ao Ministério Público uma denúncia contra o vereador Rogério Antônio Bento (PSL), de Ipatinga (MG), no Vale do Aço. Ele é acusado de falsificação de documento público, estelionato e falsidade ideológica.

Segundo o Gaeco, ele teria falsificado um Certificado de Registro de Veículo (CRV) em 2014, quando era assessor parlamentar do até então vereador Antônio Geraldo Benedito (PC do B). Durante as investigações do caso, o Gaeco descobriu indícios de outros casos de falsificação de documentos pelo vereador. Segundo a investigação, Rogério Antônio teria participado de um esquema de vendas de diplomas e históricos escolares. Além do vereador, outras duas pessoas foram denunciadas.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Gilmaro Alves, duas pessoas confessaram ter utilizado dos serviços de falsificação do vereador. Uma delas afirmou ter pago R$ 300 ao vereador em 2014, em troca da transferência do nome de registro de um veículo. Em outra falsificação, o pagamento foi de R$ 1 mil em dois títulos bancários em nome do vereador, em troca de um diploma.

A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público nessa quinta-feira (25). Os suspeitos irão responder pelos crimes de falsificação de documento público, com pena prevista de dois a seis anos, e ainda estelionato e falsidade ideológica, com pena que pode chegar a cinco anos de detenção.

O vereador não foi encontrado para comentar sobre as denúncias.

Comprovante do primeiro pagamento realizado para o vereador (Foto: Divulgação/ Polícia Civil) Comprovante do primeiro pagamento realizado para o vereador (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Comprovante do primeiro pagamento realizado para o vereador (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Entenda o caso

O fato ocorreu em outubro de 2014. Na época, uma mulher, identificada como Silvia dos Anjos Evandro Gonçalves foi detida em um cartório da cidade quando tentava transferir, para o nome dela, o carro do marido, morto em março do mesmo ano. Ao ser verificado que o certificado de registro do veículo era falso, a Polícia Militar foi acionada; a mulher chegou a ser detida no dia, mas foi liberada em seguida.

De acordo com o boletim de ocorrências, Silvia dos Anjos informou que procurou o gabinete do vereador Antônio Geraldo Benedito, para tentar regularizar o documento do carro. Ainda segundo a mulher, ela teria passado um documento em branco para o assessor parlamentar, que na época era Rogério Antônio, e depois recebeu o documento já preenchido e selado.

Na época, Rogério Antônio foi exonerado do cargo de assessor parlamentar.