Cursos, propostas e contrato curto: Adilson “reestreia” como técnico após três anos

Novo treinador do América-MG estava sem trabalhar desde julho de 2015; primeiro jogo pelo Coelho será nesta quinta-feira, contra o Internacional, no Independência

Por Guilherme Macedo (*), de Belo Horizonte

O duelo entre América-MG e Internacional, às 20h (de Brasília) desta quinta-feira, no Independência, marcará a estreia de Adilson Batista no comando alviverde e a retomada da carreira do treinador. O primeiro jogo de Adilson no Coelho acontece justamente no dia em que ele completaria três anos sem trabalhar. O último trabalho foi no Joinville, onde foi demitido no dia 26 de julho de 2015.

Adilson Batista treinou o América-MG nessa quarta-feira e estreará nesta quinta-feira (Foto: Guilherme Macedo) Adilson Batista treinou o América-MG nessa quarta-feira e estreará nesta quinta-feira (Foto: Guilherme Macedo)

Adilson Batista treinou o América-MG nessa quarta-feira e estreará nesta quinta-feira (Foto: Guilherme Macedo)

Adilson aproveitou todo esse tempo para se qualificar, permanecendo muito próximo do gramado. Ele fez estágios, cursos, visitou clubes ingleses e assistiu jogos na América do Sul. O treinador considera que está mais preparado para assumir um trabalho.

– O tempo eu acho que é bom, mas não esse de três anos. Tem tanta coisa boa, com a mente aberta e mais tranquila para trabalhar. Estou melhor preparado com aquilo que vivenciei, através dessa busca pelo conhecimento. A gente está sempre buscando aprender. É importante a gente estar no mercado, mas não por estar. Fiquei estudando, acompanhando, terminando os cursos, fazendo estágios, viajando, trocando informações com pessoas que eu acho que acrescentam na nossa função. Assisti jogos na Argentina, no Paraguai, conheci o Chelsea, o Arsenal. Acho que isso é importante.

Adilson Batista deixou o comando do Joinville no dia 26 de julho de 2015 (Foto: João Lucas Cardoso) Adilson Batista deixou o comando do Joinville no dia 26 de julho de 2015 (Foto: João Lucas Cardoso)

Adilson Batista deixou o comando do Joinville no dia 26 de julho de 2015 (Foto: João Lucas Cardoso)

Durante esses quase três anos longe dos treinamentos, Adilson Batista foi cogitado para comandar alguns times. O técnico revela que esteve próximo de assumir clubes em três oportunidades e que chegou a receber proposta do exterior.

– Desde a minha saída do Joinville, eu recebi algumas propostas que não se concretizaram. Também quase saí (do país), mas não foi possível. […] Eu ia iniciar (o ano) no Sport, mas não deu certo. Eu ia começar na Ponte Preta, mas foi o Eduardo. Quase fui para o Bahia, mas foi o Carpegiani. Então são situações que acontecem. Eu não estava descartado no mercado.

Caminho inverso

Enquanto alguns treinadores almejam trabalhos longevos, Adilson Batista caminha na contramão. O contrato dele com o Coelho vai até o fim deste ano. O comandante revela que o vínculo curto foi sugestão dele.

– O presidente (Marcus Salum) até colocou (o fim do contrato) para dezembro de 2019. Aí eu falei com ele que a gente está namorando, que foram dois namoros antes do acerto. Eu quero que ele vivencie o meu dia a dia, o meu comportamento, a minha entrega, o meu jeito de lidar, os jogos… Eu sei como é o futebol. Então, sugeri, a princípio, até dezembro, e vou me dedicar jogo a jogo, vivenciar jogo a jogo, porque eu sei que o Brasileiro é difícil.

* sob supervisão de Rodrigo Fonseca

Onda Verde Sócio Torcedor América-MG (Foto: Divulgação/AFC) Onda Verde Sócio Torcedor América-MG (Foto: Divulgação/AFC)

Onda Verde Sócio Torcedor América-MG (Foto: Divulgação/AFC)