Amigos de ciclista atropelado fazem protesto por mais segurança no trânsito

Cerca de 200 ciclistas se reuniram na manhã deste sábado (18/3), no Lago Sul, em protesto para pedir paz no trânsito em Brasília. O grupo percorreu um trecho de cerca de 8km. A manifestação foi motivada pelo atropelamento de Fernando Gastal Ripoli, 34 anos, no último sábado (11/3). Ele foi atingido por um carro enquanto pedalava com amigos na ciclovia da QL 20. Fernando ainda está internado e em coma induzido no Hospital Santa Luzia, na Asa Sul.

Escoltados pela Polícia Militar, os ciclistas trafegaram pela QI 01 até o local do atropelamento de Fernando. O grupo carregava faixas pedindo conscientização no trânsito. “Esse protesto tem o intuito de debater esses assuntos. Os ciclistas passam por muitas dificuldades nas vias do DF. As ruas devem ser compartilhadas, e os motoristas e ciclistas devem ter ciência dessa divisão, que é também fundamental para a mobilidade da cidade. O que queremos é respeito e poder trafegar com segurança”, argumentou Rodrigo Maeda, um dos organizadores do passeio.

 

O trajeto durou um pouco mais de duas horas. A tia de Fernando, Bianka Dias, detalhou que, durante a semana, o rapaz teve pneumonia. Ele deve ser retirado do coma induzido na tarde deste sábado (18/3). “Estamos focados na recuperação dele. Esperamos que dê tudo certo e ele saia dessa situação. Infelizmente, ainda existem alguns motoristas inconsequentes. Esperamos que situações como essas não ocorram novamente”, detalhou.

O acidente

Fernando foi atropelado em 11 de março, quando transitava pela ciclovia do QL 20 do Lago Sul. “Estávamos quase terminando o pedal, andando devagar, quando eu o vi sendo arremessado para cima. Uma médica que passava pelo local fez os primeiros socorros. O motorista, que andava muito rápido, não prestou socorros. O Fernando não estava fazendo nada de errado, estávamos dentro da ciclofaixa, com equipamentos de segurança e sinalização. Infelizmente, se faz tudo certo, e fica-se a mercê da imprudência no trânsito”, relatou a nutricionista Marcela Lanne, que estava com a vítima no momento do atropelamento.

 

O motorista Thiago Gonçalves Carlos, 19 anos, foi embora do local sem prestar socorro, mas se apresentou na última segunda-feira na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). Em depoimento, afirmou que, no momento do acidente, nem ele nem um amigo que era passageiro no carro perceberam que o veículo havia colidido com a bicicleta. Ele afirmou que só se deu conta da possibilidade de ter atingido alguém no dia seguinte, quando viu a notícia do atropelamento. Após prestar os esclarecimentos, foi liberado. A 10ª DP investiga o caso.